Síndico de prédio assaltado diz ‘sabiam o nome de todos’
Empresário relata que roubo em prédio de luxo teve participação de mais de 20 homens.
O síndico do prédio assaltado na noite de quarta-feira (8), na Vila Sofia, região de Campo Grande, na Zona Sul de São Paulo, disse ao site G1 (www.g1.com.br) na manhã desta quinta-feira (9) que os assaltantes tinham informações sobre os moradores e os funcionários. Ele acredita que foram vítimas de uma quadrilha especializada com informações privilegiadas sobre as vulnerabilidades do edifício.
“Sabiam o nome de todo mundo. Com certeza foi informação privilegiada”, afirmou o empresário Pedro Martins, de 43 anos, síndico do condomínio Visage desde a inauguração há cinco meses.
As câmeras do prédio ainda não gravam imagens, o que só está previsto para ocorrer no fim de abril. Na opinião do síndico, os assaltantes também sabiam que não seriam gravados.
Policiais militares da 1ª Companhia do 22º Batalhão foram ao condomínio na manhã desta quinta-feira para ter informações sobre o modo de operação da quadrilha para comparar com outros casos. O síndico acredita que os criminosos obtiveram informações com prestadores de serviço que circularam pelo prédio. Policiais civis do 99º Distrito Policial, em Campo Grande, não quiseram comentar as investigações.
Conforme Martins, o roubo começou por volta de 18h30, quando um dos criminosos rendeu um segurança que estava fora do prédio e obrigou o porteiro, escondido em uma cabine, a abrir a garagem. Logo depois, entraram de 25 a 30 homens armados com pistolas, metralhadoras e fuzis, segundo os relatos dos moradores. A ação durou cerca de duas horas.
Depois de roubar joias, dinheiro e equipamentos eletrônicos dos apartamentos, os criminosos trancaram os moradores em um quarto de serviço do condomínio e fugiram. Câmeras de prédios vizinhos podem ter filmado a fuga.
Segundo o empresário, os nove apartamentos já ocupados foram roubados pela quadrilha. Há 26 andares no prédio, sendo um apartamento com quatro suítes e quatro salas por andar. Corretores cobram R$ 900 mil das unidades disponíveis.
Apesar do trauma vivido pelos moradores, o síndico descarta evasões. “Vamos investir em segurança, já que o Estado está falido neste sentido”, disse.