Exército da Tailândia abre fogo contra manifestantes em Bangcoc
Manifestantes partidários do ex-primeiro-ministro desafiam estado de emergência na capital.
Tropas do Exército da Tailândia fecham o cerco aos manifestantes “camisas vermelhas” que querem a renúncia do primeiro- ministro Abhisit Vejjajiva. Nesta segunda-feira (13) os confrontos continuam na capital, Bangcoc, onde 68 pessoas ficaram feridas.
O cerco do Exército chegou até uma barricada dos manifestantes em um ponto central de tráfego e os forçou a abandonar o local, no primeiro sinal de força do governo desde o anúncio do estado de emergência, no domingo.
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Segundo a agência Reuters, o próximo passo é exigir a saída dos manifestantes que estão acampados em uma área próxima à sede do governo desde o dia 26 de março. O Exército da Tailândia utilizará “todos os meios possíveis” para restabelecer a ordem em Bangcoc, advertiu o comandante das Forças Armadas, Songkitti Jaggabatara.
Os “camisas vermelhas”, como são chamados os partidários do ex-primeiro-ministro no exílio Thaksin Shinawatra, exigem a renúncia do atual premiê, Abhisit Vejjajiva. Shinawatra foi deposto em um golpe militar de 2006 acusado de corrupção e abuso de poder. Quem o defende diz que Abhisit, que governa há quatro meses, não foi eleito pelo povo e deve deixar o poder para que novas eleições sejam feitas.
No sábado, os manifestantes invadiram a sede da cúpula de países árabes e conseguiram com que o encontro fosse cancelado. No domingo, eles atacaram o carro do primeiro-ministro e dominaram ônibus públicos na tentativa de bloquear as principais ruas da cidade.
“Eu acredito que os piores dias da história da Tailândia estão ainda por vir, já que não vemos nenhuma proposta de solução para essa divisão”, disse à agência de notícias Reuters o analista Prinn Panitchpakdi.
Vários países recomendaram a seus cidadãos que evitem as viagens a Bangcoc, que celebraria nesta segunda-feira a festa de Songkran, durante a qual as pessoas atiram com pistolas de água. Mas a cidade está em clima de tensão, com várias lojas fechadas e medidas de segurança extremas.