Gramado do Ibirapuera vira ‘cachorródromo’ em São Paulo
G1
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Durante a semana, o gramado ao lado do Bosque da Leitura, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, não tem nada demais. No fim de semana, porém, o local se transforma no paraíso dos cachorros. Aos sábados e domingos, donos de cães se reúnem com seus bichos no gramado e os soltam para brincar à [...]
Durante a semana, o gramado ao lado do Bosque da Leitura, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, não tem nada demais. No fim de semana, porém, o local se transforma no paraíso dos cachorros. Aos sábados e domingos, donos de cães se reúnem com seus bichos no gramado e os soltam para brincar à vontade.
No “cachorródromo”, como é conhecido o local, há todos os tipos de cães, como o grande e esbelto dinamarquês Clarence e a atarracada buldogue inglesa Bolota. Pesando 82 kg, com 1,92 metro de comprimento, Clarence, de 3 anos, fez vários amigos de quatro patas no parque, segundo seu dono, o criador de cães Wanderly Moreira, de 48 anos. “Apesar do tamanho, normalmente ele é que apanha da cachorrada quando sai umas brigas”, conta, sorrindo, Moreira.
O criador ressalta que não só os cachorros fazem amigos no “cachorródromo”. “Fiquei amigo de outras pessoas aqui. O local é bom, pois encontramos pessoas com as mesmas afinidades”, diz.
Com apenas seis meses de idade, Bolota passeia no Ibirapuera desde os três. Neste breve período, ficou amiga de vários outros cães, como os pugs Ozzy e Nanu. Mas, segundo sua dona, a publicitária Cristina Iglesias, de 32 anos, Bolota se diverte mais com os maiores. “Ela prefere os trogloditas”, brinca.
Além do contato social, o “cachorródromo” serve também para os animais gastarem as energias. As duas horas e meia que passam no parque, aos domingos, Ozzy e Nanu não param: correm atrás de uma bolinha, pulam sobre outros cães e brincam de perseguição. “Quando chegam em casa, tomam banho e dormem o resto do dia”, afirma a analista de Recursos Humanos Fabrícia Teixeira, de 30 anos, dona da dupla de pugs.
Namoro
O amor também permeia os gramados do Ibirapuera. Casais caninos e donos atrás de pretendentes para seus pets são comuns no local. Os basset hounds Nina e Moises, por exemplo, se conheceram há um mês e, desde então, não se desgrudam quando estão no parque. Deu namoro. “O Moisés é louco por ela”, disse o dono de Nina, o funcionário público Rubens Veiga, de 49 anos.
A dona do pug Frederico, a dentista Priscila Faria, de 28 anos, conta que já trocou telefone com donos de cadelinhas da mesma raça. “Quando falo em ir ao Ibirapuera, ele já reconhece e fica doido”, diz Priscila.
Primeira Vez
O filhote de pit bull Logan, de 3 meses, caminhava assustado pelo gramado. Em seu primeiro passeio pelo “cachorródromo”, o cachorrinho chamava a atenção com seu jeito inseguro e era acariciado pelos donos de outros cães.
“Ele ainda está se aclimatando. Tudo é novidade para ele”, disse seu dono, o funcionário público Marcelo Ferreira, de 35 anos.
Proibição
Apesar da alegria dos cães em correr livres pelo gramado, vale lembrar que, no parque, o uso de coleira e guia é obrigatório. Para a cantora lírica Roberta Mauri, de 29 anos, os donos são conscientes ao soltar seus cachorros. “Temos de ficar tomando conta”, disse a dona do husky siberiano Rodan.
A publicitária Cristina ressalta que cães de raças consideradas mais agressivas, como pit bull e rottweiler, raramente ficam soltos. “E quando isso acontece, eles ficam com fucinheira”, afirma.
