Ministério Público diz que Federação Paulista levantou suspeitas sobre arbitragem em Gama
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A denúncia do vice-presidente de futebol do São Paulo, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, de que o presidente da Federação Paulista de Futebol, Marco Polo Del Nero, foi quem levantou as suspeitas sobre manipulação do resultado do jogo entre Goiás e São Paulo, foi confirmada pelo Ministério Público do Estado [...]
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A denúncia do vice-presidente de futebol do São Paulo, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, de que o presidente da Federação Paulista de Futebol, Marco Polo Del Nero, foi quem levantou as suspeitas sobre manipulação do resultado do jogo entre Goiás e São Paulo, foi confirmada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo neste domingo.
O MP, em nota oficial, afirma que Del Nero procurou os promotores do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Prevenção e Repressão ao Crime Organizado), na última sexta-feira, relatando a sua preocupação. Os promotores, porém, sugeriram que a Federação Paulista de Futebol procurasse a Comissão de Arbitragem da CBF para fazer a denúncia. O MInistério Público conclui afirmando que não vai mais se manifestar sobre o assunto até que ele seja apurado pelas autoridades competentes. O Gaeco foi quem investigou o Escândalo do Apito, esquema de manipulação de resultados no Brasileirão 2005, que acabou banindo o árbitro Edílson Pereira de Carvalho.
Por conta dessas denúncias, a CBF decidiu trocar o árbitro da partida: Wagner Tardelli foi substituído por Jaílson de Freitas. Segundo o dirigente tricolor, o caso só serve para causar instabilidade no clima do jogo que pode valer o título brasileiro para o clube paulista.
- É uma situação surpreendente que visou trazer instabilidade para a nossa partida. Agora já sabemos como tudo ocorreu. Sabemos que isso partiu do presidente da Federação Paulista de Futebol, com quem já rompemos. Ele gerou um fato que traz suspeitas sobre o São Paulo - afirma Leco, em entrevista à rádio “Jovem Pan”.
Leco diz também que o São Paulo quer uma explicação sobre o ocorrido para não ficar marcado como o clube que, supostamente, tentou corromper um árbitro na última rodada do Campeonato Brasileiro. O Tricolor precisa de um simples empate diante do Goiás, no Bezerrão, para ficar com o título.
- Agora vamos fazer o que for possível para que isso seja apurado. Sendo assim, não há como manter posição de simples observador, mas sim de quem quer que tudo seja revelado com todas as suas conseqüências. Vamos atrás disso. O estrago foi feito, vamos buscar repará-lo, pois o São Paulo não pode ficar com essa pecha - acrescenta.
Ainda de acordo com Leco, a posição oficial do São Paulo é de rompimento com a Federação Paulista de Futebol pela tentativa de “levantar suspeita sobre o clube”. Assim, Ataíde Gil Guerreiro, representante do Tricolor na entidade, está proibido de manter qualquer tipo de relação com a mesma.
- Antes de ir à CBF, ele (Marco Polo) deveria ter falado com o seu filiado, ainda mais um filiado importante como o São Paulo. Foi um comportamento inaceitável por parte da FPF. Nosso presidente dentro da FPF deixa o cargo. A afirmação que acabo de fazer é a posição do São Paulo definida após conversa com o presidente Juvenal Juvêncio, que fez todos os contatos possíveis - destaca Leco.