Milícia tem metralhadora antiaérea no Rio
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Investigações das polícias Federal e Civil apontam que a milícia identificada como Liga da Justiça, que atua na zona oeste do Rio de Janeiro, conta com, pelo menos, uma metralhadora antiaérea calibre ponto 30. A arma de guerra é capaz de abater helicópteros, perfurar blindados e derrubar edificações.
De acordo com as apurações das duas [...]
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Investigações das polícias Federal e Civil apontam que a milícia identificada como Liga da Justiça, que atua na zona oeste do Rio de Janeiro, conta com, pelo menos, uma metralhadora antiaérea calibre ponto 30. A arma de guerra é capaz de abater helicópteros, perfurar blindados e derrubar edificações.
De acordo com as apurações das duas forças de segurança, a ponto 30 foi adquirida pelos milicianos no ano passado. Após algumas tentativas - frustradas pela PF - de contrabandear armas na fronteira do Brasil com o Paraguai, os paramilitares teriam mudado de estratégia.
Carregamentos de armas e munição destinados ao tráfico teriam passado, desde então, a ser interceptados por integrantes das polícias estaduais e entregues aos chefes da milícia, em vez de apresentar o material na delegacia.
Segundo a polícia, o objetivo dos paramilitares ao comprar a arma de guerra é demonstrar poder para quadrilhas de traficantes durante invasões de morros e favelas.
“Assim como o tráfico exibia sua ponto 30 na localidade mais alta do morro, para demarcar seu território e mostrar seu poderio bélico, a milícia cruza avenidas e regiões da zona oeste carregando a sua em uma caminhonete com o mesmo objetivo”, explicou um policial federal.
O problema é que, com o tráfico, a ostentação evoluiu para o uso efetivo da arma. “Hoje, essa situação mudou e a ponto 30 tem sido efetivamente usada pelo tráfico, que aprendeu a manusear a metralhadora”, disse o agente.
Em 26 de novembro, duas ponto 30 foram usadas durante confronto entre criminosos do Comando Vermelho e policiais da Divisão de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA), em Manguinhos, na zona norte. Em cinco horas de tiroteio, seis policiais ficaram feridos e quatro viaturas e vários carros foram destruídos.
Treze dias antes, a Polícia Civil enfrentou traficantes no morro do Pavão-Pavãozinho, em Copacabana, zona sul, armados com uma ponto 30 e fuzis. Morreram quatro traficantes e três foram baleados, além de três policiais que ficaram feridos, um deles por estilhaços da ponto 30.