Empresário sócio da Gol, Nenê Constantino, é indiciado por homicídio em Brasília
No último dia 10, empresário já havia sido acusado por outra morte. Nenê Constantino nega envolvimento com casos, ocorridos em 2001.
O empresário Constantino de Oliveira, sócio-fundador da empresa aérea Gol, foi indiciado pela Polícia Civil do Distrito Federal nesta terça-feira (30) por homicídio. Constantino já havia sido indiciado por outro homicídio no último dia 10. O empresário nega ligação com os crimes.
Segundo a Polícia Civil, Nenê Constantino, como é conhecido, teria sido o mandante do assassinato de Tarcísio Gomes Ferreira, ex-caminhoneiro de um grupo de transportes do empresário. Ferreira foi morto com quatro tiros em fevereiro de 2001. O motivo do crime teria sido a disputa de um terreno do empresário.
O delegado Luiz Julião Ribeiro, chefe da Coordenação de Investigação de Crimes Contra a Vida, da Polícia Civil do DF, disse que as balas que atingiram Tarcísio saíram do mesmo revólver que matou o líder comunitário Márcio Leonardo de Sousa Brito, oito meses depois. Constantino também foi indiciado por esse crime, no dia 10 de dezembro.
Segundo a polícia, a morte de Brito foi uma represália ao fato de ele se ter se recusado a deixar uma área invadida do empresário no Distrito Federal. Ao contrário de outras famílias que ocupavam o terreno, Brito teria se recusado a fazer um acordo para deixar a área.
Constantino e dois ex-funcionários de suas empresas –supostamente intermediários dos assassinatos– respondem ao processo em liberdade.
O empresário nega envolvimento com os crimes. Nesta sexta, os advogados dele divulgaram uma nota em que dizem que o empresário “repele, de forma veemente”, as acusações, classificadas de “injustas e inverídicas”.
Leia a íntegra da nota
“O sr. Constantino de Oliveira repele, de forma veemente, as injustas e inverídicas acusações. Esclarece que os referidos inquéritos policiais não contêm qualquer indício que possa sustentar a conclusão a que chegou a autoridade policial, conforme será demonstrado, de forma incontroversa, na oportunidade processual adequada.
O Sr. Constantino de Oliveira, empresário de 78 anos de idade, jamais respondeu a processo criminal e, confiante da Justiça, no momento próprio, produzirá sua defesa, com a firme e inabalável convicção de que, ao final, restará comprovada sua inocência.”