Lindemberg depõe sobre morte de Eloá Pimentel

Além de Lindemberg, serão ouvidas 12 testemunhas de defesa, 6 de acusação e 4 vítimas

Lindemberg depõe sobre morte de Eloá Pimentel

Folha Online
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O juiz do Tribunal do Júri de Santo André (Grande São Paulo), José Carlos de França Carvalho Neto, vai ouvir por volta das 9h da próxima quinta-feira (8), Lindemberg Alves Fernandes, acusado pela morte da ex-namorada Eloá Cristina Pimentel, 15, ocorrida em 17 de outubro.

Além de Lindemberg, serão ouvidas 12 testemunhas de defesa, 6 de acusação e 4 vítimas.

De acordo com Ana Lúcia Assad, advogada de Lindemberg, é possível que o acusado não seja ouvido na ocasião por causa do grande número de depoimentos agendados. Se isso acontecer, o juiz deve marcar uma nova data para interrogar o rapaz. Após os depoimentos, o juiz do caso define se o acusado será submetido a júri popular.

Lindemberg é acusado por matar a tiros sua ex-namorada depois de mantê-la em cárcere privado durante cem horas no apartamento onde a adolescente morava. Ele baleou ainda a amiga de Eloá, Nayara Rodrigues, 15, que também era mantida refém. O disparo atingiu a boca da adolescente, que sobreviveu.

Acusações
Lindemberg foi denunciado por homicídio duplamente qualificado (motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima), em relação a Eloá, e uma tentativa de homicídio duplamente qualificado, por ter atirado contra Nayara.

Além disso, é acusado de tentativa de homicídio qualificado por ter feito disparos contra um sargento da Polícia Militar. Ele permanece preso em Tremembé (147 km de São Paulo).

A denúncia contra Lindemberg inclui ainda cinco acusações por cárcere privado qualificado, por ter mantido como reféns Eloá, Nayara por duas vezes, e outros dois colegas das adolescentes que estavam no apartamento quando a residência foi invadida por ele. O réu também foi denunciado quatro vezes por disparo de arma de fogo.

Caso

Inconformado com o fim do namoro de mais de dois anos, Lindemberg Fernandes Alves decidiu render a ex-namorada no dia 13 de outubro, ao invadir o apartamento dela, em um conjunto habitacional do Jardim Santo André, em Santo André.

Na ocasião, Eloá estava em companhia de três amigos –dois garotos liberados no mesmo dia e de Nayara que, apesar de ter sido libertada 33 horas depois, retornou ao apartamento no dia 16 de outubro.

No desfecho do caso, a polícia invadiu o apartamento, alegando ter ouvido um tiro de dentro do imóvel e porque o comportamento de Lindemberg naquele dia estava bastante agressivo. O rapaz atirou contra Eloá e Nayara, causando a morte da ex-namorada e ferindo a amiga dela na boca.

Publicado Segunda-feira, 5 Janeiro 2009. Acompanhe os comentários através do RSS 2.0 feed.

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