Corinthians estreia no Paulistão sem Ronaldo

Diretoria corintiana tenta fechar com patrocinador master para manter investimentos na equipe alvinegra.

Corinthians estreia no Paulistão sem Ronaldo

Dentro de campo, o Corinthians vem funcionando bem. Fez uma pré-temporada sem problemas, manteve a base que teve sucesso no ano passado e ainda agregou reforços. Fora dele, porém, as preocupações começam a surgir. O clube é o único dos grandes que começará o Campeonato Paulista - nesta quinta, às 19h30, diante do Barueri, no Pacaembu - sem um patrocínio na camisa e prestes a entrar numa crise financeira.

O departamento de marketing contava com o título da Série B e, principalmente, com a contratação de Ronaldo para resolver a situação. O entusiasmo levou a direção a pedir R$ 30 milhões da empresa que quisesse anunciar na camisa. Ninguém aceitou. O Corinthians foi atrás de parceiros, mas as negociações estão emperradas.

A falta de um patrocinador obriga o clube a atrasar alguns compromissos firmados para janeiro. A primeira parcela da renegociação da dívida trabalhista com Nilmar (R$ 250 mil) não foi paga. A parte de janeiro do empréstimo do argentino Escudero (US$ 500 mil) tinha de ser saldada no dia 20 e não foi.

A ausência de um patrocínio fixo obriga o Corinthians a buscar um negócio de ocasião pela segunda vez seguida. Para o jogo contra o Estudiantes, sábado, estima-se que o clube tenha lucrado R$ 1 milhão com a publicidade na camisa e nas placas publicitárias no Pacaembu.

Para esta noite, um novo parceiro deve ser anunciado. Mas as cifras devem ser menores: o jogo não será transmitido pela TV aberta e as placas do campo pertencem à Federação Paulista. “Mesmo que a gente consiga vender bem alguns jogos, seria mais confortável termos um patrocínio fixo”, atesta o gerente de marketing Caio Campos.

Tudo que o técnico Mano Menezes espera é que estas dificuldades financeiras não respinguem dentro de campo. Por enquanto, os salários dos jogadores estão em dia.

DUPLA AFINADA
A dupla de ataque formada por Souza e Jorge Henrique é uma das atrações do jogo de hoje. E, na disputa pela artilharia de um campeonato que conta com Kléber Pereira (Santos), Washington (São Paulo) e Keirrison (Palmeiras), artilheiros do Brasileiro do ano passado com 21 gols cada, e ainda com o maior artilheiro das Copas do Mundo, Ronaldo, o atacante Souza é praticamente ignorado.

Apesar disso, não perde a confiança. “Todo mundo fala muito destes bons atacantes e se esquece de mim”, afirma Souza. “Deixa falar. Fico aqui na minha, quieto. Na hora de entrar em campo vou mostrar. Fui artilheiro em todos os clubes que passei”, promete o goleador do Brasileiro 2007 pelo Goiás, riscando da lista sua fraca passagem pelo Panathinaikos, da Grécia, onde marcou apenas três gols nos últimos seis meses de 2008.

Estadão
www.estadao.com.br

Publicado Quinta-feira, 22 Janeiro 2009. Acompanhe os comentários através do RSS 2.0 feed.

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