Equipes da F1 vêm sofrendo com o Kers
Entenda como funciona a engenhoca que vem dando dor de cabeça.
Os testes de janeiro mostraram que o principal candidato a ser o assunto da temporada é o Kers. Principal novidade do regulamento da Fórmula 1, o dispositivo tem sido um verdadeiro desafio aos engenheiros. As dificuldades levaram inclusive a consultas para cancelar a proibição de testes durante o Mundial. Para que ele funcione de forma satisfatória, as principais escuderias concluíram que mais tempo de pista é imprescindível.
Mas o que é o Kers, afinal de contas? O nome é a sigla em inglês de “Sistema de Recuperação de Energia Cinética” e seu princípio é explicado pelas leis da física. Um carro precisa consumir energia para movimentar sua massa. Nas freadas, uma parte dessa energia é recuperada. Sem o Kers, ela é transformada em calor nos discos de freio. Quando eles esfriam, esta energia recuperada se dissipa.
O que a técnica por trás do dispositivo faz é canalizar essa energia através dos eixos até um gerador que vai armazená-la. Depois, um piloto pode acionar um botão no volante que libera essa energia. Com isso, o motor ganha cerca de 70 cavalos por um período estimado de 6,6 segundos em uma volta, potência máxima permitida pelo regulamento da FIA. Para recarregar esse gerador, são necessários cerca de sete segundos de freada. Ou seja, os pilotos têm tempo de sobra em uma volta para recarregar o dispositivo e utilizá-lo, repetindo o processo nas outras passagens da corrida ou do treino de classificação.
Existem dois tipos de gerador. A maioria das equipes optou por uma solução elétrica, com uma bateria para armazenar a energia. A exceção é a Williams, que trabalha com um sistema completamente mecânico e vem tendo bons resultados.
LANCE
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