Polícia descobre cassino de luxo no Rio

Mais um cassino ilegal é descoberto pela polícia.

Polícia descobre cassino de luxo no Rio

Policiais da Delegacia de Roubos e Frutos de Cargas (DRFC) descobriram ontem atrás de um muro alto e um portão de ferro na rua Ernani Cardoso, em Cascadura, Rio de Janeiro, cassino clandestino com dois salões e 109 máquinas caça-níqueis e de vídeo-bingo, tinha até passagem secreta para a fuga de apostadores e funcionários. A polícia estima que o faturamento diário do cassino seja em torno de R$ 20 mil.

Segundo funcionários, o dinheiro das máquinas era recolhido várias vezes por dia. No caderno de anotações, havia valores entre R$ 2 mil e R$ 4 mil, em datas de março a setembro do ano passado. O maior prêmio pago, entre as anotações, foi de R$ 800. Algumas máquinas registravam valores acumulados de até R$ 16 mil.

Na chegada da polícia, houve correria. A casa foi cercada para que os responsáveis pelo local não escapassem. Um fato curioso chamou a atenção dos investigadores: na pressa de escapar pela passagem secreta, um funcionário ficou entalado.

A polícia vai analisar as imagens das câmeras, os documentos e registros do imóvel para tentar identificar os responsáveis pelo estabelecimento. Na oficina, foram encontradas peças novas para montagem das máquinas e os investigadores suspeitam que elas fossem adulteradas, para que os jogadores perdessem. Os materiais serão encaminhados para a Receita Federal.

Desde 2007, mais de 20 mil máquinas foram apreendidas pelas polícias Civil, Militar e Federal. Todas foram periciadas e armazenadas em depósito da Receita, na zona norte.

Há dois meses a delegacia investigava a ação de receptadores de cargas na região. Esta semana chegou uma denúncia de que a casa poderia abrigar material roubado, em razão da grande movimentação de pessoas e caixas transportadas para o local. Na madrugada de ontem, policiais disfarçados se infiltraram na casa e descobriram o cassino.

A fachada dava a impressão de que ali havia uma loja desativada. Ao bater no portão, o cliente era observado por uma das várias câmeras de vigilância instaladas no estabelecimento clandestino. O portão era aberto com controle remoto. Lá dentro, o jogador desfrutava de dois salões espaçosos e confortáveis para apostar nas máquinas. Nos ambientes, poltronas acolchoadas, ar-condicionado central e até bar com bebidas e petiscos.

Um corredor dava acesso ao caixa e à cozinha, onde foi feita a maior descoberta: ao abrir as portas de um pequeno armário, os policiais descobriram passagem que dava acesso para uma rota de fuga. Por um longo corredor de concreto, com luminárias na parede para fugas noturnas, funcionários e clientes chegavam em outra casa, onde funcionava o escritório e uma oficina para conserto e montagem das máquinas. Ali havia saída para uma vila, em outra rua.

“Tudo foi detalhadamente preparado para escapar da repressão da polícia”, disse o delegado Herald Espíndola. Ao perceber a chegada dos agentes, vários clientes fugiram pela passagem.

Onze funcionários que estavam no local foram levados para prestar depoimento na delegacia. O delegado pretende identificar os responsáveis pelo cassino clandestino, que empregava cerca de 80 pessoas e ainda recebia currículos de potenciais funcionários.

Das máquinas em funcionamento, a polícia recolheu R$ 4.149. Também foram apreendidas máquinas novas, que aguardavam instalação, placas de vídeo, pen drives, peças para manutenção, documentos, um revólver calibre 38 cromado e contabilidade.

Terra
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Publicado Quarta-feira, 18 Fevereiro 2009. Acompanhe os comentários através do RSS 2.0 feed.

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