Secretário testa helicópetero “Caveirão”
G1
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O secretário estadual de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, fez um test drive no novo helicóptero da Polícia Civil, o chamado “Caveirão do ar”, num sobrevôo pela Lagoa Rodrigo de Freitas, na Zona Sul do Rio, nesta sexta-feira (28), durante apresentação do blindado norte-americano Huey II, comprado por R$ 8 milhões da empresa Bell Helicopter.
“Esse [...]
O secretário estadual de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, fez um test drive no novo helicóptero da Polícia Civil, o chamado “Caveirão do ar”, num sobrevôo pela Lagoa Rodrigo de Freitas, na Zona Sul do Rio, nesta sexta-feira (28), durante apresentação do blindado norte-americano Huey II, comprado por R$ 8 milhões da empresa Bell Helicopter.
“Esse equipamento é um pedido da Coordenação Aérea da Polícia Civil há 20 anos. Logo que cheguei à secretaria ouvi dos pilotos essas palavras: ‘Faz 20 anos que nós tomamos tiros’. Não é possível que a gente enfrente pessoas que têm metralhadoras .30, totalmente despreparadas, e o policial, que tem a chancela do estado para trabalhar, tenha que se expor a esse tipo de ataque”, disse Beltrame, acrescentando que já foi iniciado um processo de compra de um aparelho idêntico para a Polícia Militar.
Momentos antes da apresentação, na Coordenadoria Adjunta de Operações Aéreas (Caoa), o equipamento blindado fez sua estréia em operações da Polícia Civil. Ele foi usado por equipes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) nos morros da Serrinha e Chapadão, no subúrbio do Rio, e na favela Vila Vintém, em Padre Miguel, na Zona Oeste do Rio.
Proteção aos policiais
O secretário, que assistiu a uma simulação feita por policiais, justificou a compra do helicóptero blindado lembrando a morte de um policial civil, no ano passado, que estava no Águia e foi baleado na cabeça quando sobrevoava o conjunto de favelas do Alemão, no subúrbio, e outro que foi atingido há menos de vinte dias por estilhaços no ombro a bordo de outra aeronave.
Ele avaliou como positiva a sexta-feira de várias operações policiais em favelas do Rio. “É a nossa realidade. É o que nós enfrentamos. Vocês viram a quantidade de munição que apreendemos hoje. O Rio de Janeiro é assim e nós temos que agir. Não é possível conviver com essas pessoas na rua colocando em risco a vida do cidadão”, afirmou.