Casal sofre sequestro-relâmpago no Rio de Janeiro

Polícia faz incursões na Rocinha para localizar assaltantes do casal.

Casal sofre sequestro-relâmpago no Rio de Janeiro

“A gente não sabe onde isso vai parar”, desabafou o empresário e advogado Marcelo José de Souza Luiz Viana, de 43 anos, por telefone em entrevista ao RJTV. Ele se recupera em casa dos ferimentos sofridos durante o sequestro-relâmpago, com a namorada, na madrugada desta quarta-feira (4). O casal foi  jogado no paredão da Avenida Niemeyer  , mas conseguiu sobreviver.

Segundo ele, o tempo que circulou com os bandidos, em seu carro, durou uma eternidade.

“Para mim, foi uma eternidade. Eu estava sem relógio. A primeira coisa que eles roubaram foram os pertences pessoais. Eles ficaram circulando, pelo que a PM nos disse, uns 15 ou 20 minutos. O que eu vi foi que eles estavam tentando pegar a Autoestrada (Lagoa-Barra). Mas resolveram ir por baixo, contornar e pegar a Niemeyer. Eles não me deixaram ficar com a cabeça levantada, para não olhar para eles. Mandaram ficar com a cabeça baixa o tempo todo”, disse.

Polícia procura suspeitos

A polícia está fazendo incursões na favela da Rocinha, em São Conrado, Zona Sul do Rio, para tentar localizar assaltantes. O carro da vítima, um Audi, foi encontrado na entrada da favela com a roda quebrada.

“Não temos dúvida que os criminosos fugiram para a Rocinha. Foi um ataque cruel, violento, que não é comum nessa área. Estamos com nossa equipe investigando e trabalhando nas ruas para prender esses bandidos”, disse a delegada Tércia Amoedo, da 14ª (Leblon), encarregada das investigações.

Segundo Marcelo, sua namorada, a publicitária Paula Guimarães Barreto, de 31 anos, ainda está muito abalada. “Tenho dois filhos pequenos e uma violência dessa deixa a gente muito traumatizado”, disse Marcelo.

Ele contou ao pai que ele e a namorada foram rendidos pouco depois da meia-noite, na saída de um restaurante da Lagoa, na Zona Sul, por quatro homens. Os suspeitos – dois deles armados – desceram de um Pajero e entraram no carro do casal.

“Ele disse que, quando viu a Pajero emparelhar, achou até que era alguém conhecido. Mas os bandidos foram entrando no carro. Eles queriam dinheiro e, como os caixas eletrônicos já estavam fechados, queriam que meu filho dissesse onde morava. Como ele deu o endereço errado, meu filho levou coronhadas na cabeça. Meu filho tentou acalmá-los. Ele disse que eram quatro rapazes magrinhos, que se não estivessem armados, ele teria até como enfrentá-los”, contou o pai da vítima.

G1
www.g1.com.br

Publicado Quarta-feira, 4 Março 2009. Acompanhe os comentários através do RSS 2.0 feed.

comentários Deixe seu comentário