Sindicalistas se reúnem com Lula para impedir demissões

Presidente disse que vai a pedir à empresa que negocie com Sindicato dos Metalúrgicos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu nesta quarta-feira (4) com representantes do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região. Os trabalhadores pediram ao presidente que ele interfira na Embraer e impeça as 4,2 mil demissões anunciadas pela empresa no dia 19 de fevereiro. Lula não se comprometeu com o pedido, mas afirmou que telefonará para o presidente da Embraer, Frederico Curado, para que negocie com os sindicalistas.

Por decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região, em Campinas, as dispensas estão suspensas até quinta-feira (5), quando os sindicalistas prometem apresentar uma proposta para que as demissões sejam revistas e a empresa aceite reduzir a jornada de trabalho dos empregados, mantendo as vagas abertas.

“Nós dissemos ao presidente que a empresa tem R$ 3,6 bilhões em caixa, que a produção deste ano será maior que a do ano passado -subindo de 204 para 242 aeronaves- e que a jornada de trabalho na Embraer é a maior do setor metalúrgico. O presidente disse que a empresa tinha passado um quadro diferente para ele na semana passada”, contou o secretário geral do Sindicato, Luiz Carlos Prates.

Contudo, os sindicalistas afirmaram que o presidente não se comprometeu em pedir a recontratação dos 4,2 mil funcionários demitidos. Porém, Lula quer que a Embraer negocie com o sindicato os termos das dispensas, que é alvo da ação trabalhista que suspendeu temporariamente as rescisões contratuais.

“O presidente disse que vai telefonar para o presidente da empresa, Frederico Curado, e pedir que a empresa negocie com o sindicato. Ele ficou de me ligar mais tarde e contar o resultado da conversa”, disse o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Adilson dos Santos.

Reunião com empresários

Quando se reuniu com a diretoria da empresa, Lula havia pedido que os sindicalistas fossem ouvidos e que a Embraer estudasse formas de amenizar a situação dos 4,2 mil funcionários demitidos, como a manutenção do plano de saúde deles por mais tempo. Até então, a empresa havia se comprometido a pagar o benefício por mais 12 meses.

O presidente disse aos sindicalistas que o governo vai comprar aeronaves da Embraer, mas não deu prazos de quando isso vai acontecer, e que também vai estimular a aviação regional no país. Dessa forma, haveria um ambiente econômico mais favorável para que a empresa retomasse plenamente sua linha de produção.

Lula teria dito aos sindicalistas, segundo outros participantes da reunião, que “a coisa mais civilizada que pode acontecer no século 21 é a empresa negociar com os sindicatos.”

G1
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Publicado Quarta-feira, 4 Março 2009. Acompanhe os comentários através do RSS 2.0 feed.

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