Liquidações no início do ano puxam alta do comércio
Comércio varejista vende 6% a mais e acumula alta de 8,7% em 12 meses.
As vendas do comércio varejista aumentaram 6% na comparação de janeiro deste ano com o mesmo mês em 2008, segundo divulgou nesta sexta-feira, 13, o IBGE. Em 12 meses, as vendas acumularam alta de 8,7%. Após um trimestre negativo, o comércio varejista inicia 2009 com crescimento de 1,4% em janeiro, ante dezembro de 2008, na série com ajuste sazonal, informa o IBGE. O resultado surpreendeu as estimativas. Segundo, analistas ouvidos pelo AE Projeções, a previsão era de queda de 1,6% a uma alta de 0,3%, com mediana de -0,11%.
O técnico da coordenação de comércio e serviços do IBGE Reinaldo Pereira avalia que a alta de 1,4% nas vendas do comércio varejista em janeiro ante dezembro de 2008 pode ser atribuída às promoções realizadas no comércio após o Natal.
Segundo Pereira, a crise econômica elevou os estoques nas lojas no último trimestre do ano passado, o que levou à liquidações no início deste ano. As únicas atividades que registraram queda nas vendas em janeiro ante dezembro foram equipamentos de escritório e informática (-12,5%) e combustíveis e lubrificantes (-0,7%).
A receita nominal também cresceu. Em relação a janeiro de 2008, a alta foi de 11,9%; nos últimos 12 meses, chegou a 14,7%. O IBGE informa ainda que o volume de vendas de sete das dez atividades pesquisadas também cresceu, com destaque para o setor de veículos e motos, partes e peças (11,1%); livros, jornais, revistas e papelaria (7,6%); móveis e eletrodomésticos (7,1%).
Na comparação com janeiro de 2008, caiu o volume de vendas de apenas uma atividade do varejo: tecidos, vestuário e calçados (–4,7%). As maiores altas, considerando o mesmo período, foram: 23,9% para livros, jornais, revistas e papelaria; 7,0% para Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo; 6,3% para móveis e eletrodomésticos; 15,4% para equipamentos e material para escritório, informática e comunicação; 8,9% para artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos; 3,8% para combustíveis e lubrificantes; 5,0% em outros artigos de uso pessoal e doméstico.
Estadão
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