Homem diz que celular de R$ 165 que desviou bala virou amuleto

Aparelho, conta gerente de supermercado, agora tem valor inestimável. Homem sofreu tentativa de assalto nesta segunda, no interior de SP.

O gerente de um supermercado em Pontal, a 351 km de São Paulo, custou a acreditar que o seu aparelho de celular, comprado há cinco meses por R$ 165, havia lhe salvado de levar um tiro durante uma tentativa de assalto nesta segunda-feira (16).

A vítima, que só aceitou falar com o G1 sob a condição de não ter seu nome divulgado, relembra que ia para uma das lojas da rede participar de uma reunião quando viu, poucos metros adiante, um rapaz jogando uma bicicleta no seu caminho e ficou desconfiado. “Pensei: ‘É comigo e acelerei’”, relembra.

Enquanto passava com o carro pelo rapaz, ouviu três disparos: um atingiu o para-brisa e quebrou o vidro, outro atingiu o vidro do passageiro da frente, e um terceiro entrou pelo vidro traseiro. “Foi aí que senti o impacto na perna, ela começou a queimar e senti como se a bala tivesse entrado”, relembra.

O gerente conta que dirigiu até o supermercado onde ia acontecer a reunião e gritou por socorro. “Como eu não queria ver sangue, nem olhei para a minha perna. Só gritava por socorro”. A vítima foi levada para o hospital pelos colegas de trabalho.

“Quando eu cheguei lá, a enfermeira mandou esvaziar os bolsos. Daí, vi o celular espatifado e percebi que a bala tinha parado nele”, conta a vítima, que teve escoriações nas costas e um hematoma com cerca de 8 cm na perna direita. “O celular tá na delegacia, mas, se eu conseguir pegar ele de volta, vai ser meu amuleto”, conta.

Entrevistas

A história do homem salvo pelo celular logo se espalhou pela cidade, e o gerente contou a reportagem que já perdeu as contas de quantas entrevistas deu para a imprensa. “Nem se eu tivesse ganho na loteria ficaria tão famoso”, brinca. “Mas não teria dinheiro de prêmio que pagasse a minha vida. Meu Deus é muito grande”, afirma.

Atualmente, o gerente de supermercado usa um aparelho celular emprestado. “Quando eu tava na delegacia, um amigo me disse que eu ia precisar porque ia ter muita gente me ligando para saber como eu estava”. O outro aparelho, conta ele, agora tem valor inestimável.

G1
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Publicado Quarta-feira, 18 Março 2009. Acompanhe os comentários através do RSS 2.0 feed.

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