Menina de 13 anos que ficou grávida do pai recebe alta após morte de bebê

Criança estava morta na barriga dela e retirada foi feita em Salvador. Pai está preso.

A menina de 13 anos, que ficou grávida do pai após ser estuprada por ele em novembro do ano passado, em Guaratinga (BA), recebeu alta, neste domingo (22), após a retirada do bebê na quinta-feira (19). Um exame de ultrassonografia, feito em em Salvador, detectou que o bebê já estava morto na barriga da menina havia cerca de quatro dias.

A conselheira tutelar Lindidalva Batista Santana, que obteve a guarda provisória da jovem, informou que a jovem pretendia seguir com a gravidez. “Vamos chegar a Guaratinga na manhã de segunda-feira (23). Ela vai tomar alguns medicamentos e ter acompanhamento psicológico por tempo indeterminado.”

Cirurgia

Segundo o Ministério Público da Bahia, por intermédio do promotor de Justiça Bruno Gontijo Araújo Teixeira, o juiz da Vara da Infância e Juventude de Guaratinga, Tibério Coelho Magalhães, expediu mandado, na quinta-feira, autorizando a diretora do Instituto de Perinatologia da Bahia (Iperba), Dolores Fernandez, a fazer a retirada do feto morto da adolescente.

O pedido foi concedido ”diante do iminente perigo para a saúde da adolescente”. Após a autorização judicial, a retirada do feto foi realizado ainda na tarde desta quinta-feira. A menina de 13 anos está internada no Iperba, onde deve permanecer por alguns dias.

O feto deve ser levado para Instituto Médico Legal (IML), onde exames serão feitos para avaliar as possíveis causas da morte. Material genético também será recolhido para realização de exame de DNA.

A gravidez
A menina ficou grávida do próprio pai após a morte de sua mãe, em setembro de 2007, quando ele passou a procurá-la para manter relações sexuais.

A Polícia Civil de Guaratinga prendeu o pai da menina na quarta-feira (11). Segundo o delegado Antonio Alberto Passos Melo, responsável pelo caso, ele tem 42 anos e teria confessado aos policiais que abusou da filha.

Segundo lindidalva, a menina está apenas na 3ª série do ensino fundamental e os dois irmãos têm deficiência intelectual. A conselheira disse ainda que o município não tem abrigos e nem creche para receber a menina de maneira provisória. “Falta estrutura para darmos o atendimento adequado para esta menina aqui na cidade”, afirmou a conselheira tutelar.

G1
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Publicado Domingo, 22 Março 2009. Acompanhe os comentários através do RSS 2.0 feed.

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