Estrangeiros são presos com cartões clonados
Dois búlgaros e um sul-africano efetuavam saques em uma agência bancária do banco HSBC.
Três estrangeiros foram presos, por volta das 21h40 de ontem, nos Jardins, região nobre de São Paulo, suspeitos de clonar cartões de banco. Os dois búlgaros e um sul-africano efetuavam saques em uma agência bancária do banco HSBC quando foram abordados pela polícia. Com eles, a polícia encontrou 1.052 cartões falsificados e R$ 372 mil.
Os policiais que passavam pelo local desconfiaram da movimentação dentro de agência na rua Estados Unidos. Após abordá-los, os policiais encontraram cerca de 100 cartões em um veículo Celta que dois dos suspeitos utilizavam.
De acordo com a PM, um dos suspeitos tentou subornar os policiais após a abordagem. “Um dos bandidos ofereceu R$ 30 mil a um policial para não ser preso e ele fingiu aceitar. O comparsa foi até o local e descobrimos que os três estavam hospedados em um flat na alameda Lorena”, conta o tenente Aurimar Cardoso Cunha.
No flat, os PMs encontraram mais cartões, 16,2 mil euros e 2,4 mil pesos argentinos, além de equipamentos utilizados para a clonagem dos cartões, conhecidos como “chupa-cabras”.
No flat alugado pelos suspeitos de estelionato Stoyam Moodley, búlgaro, 29 anos, Johann Esburg, sul-africano, 35 anos, e Todor Dimitrov, búlgaro, 35 anos, a polícia ainda encontrou quatro relógios e uma pequena porção de cocaína, que um deles alegou ser para consumo próprio.
Em razão de serem estrangeiros, inicialmente os suspeitos seriam conduzidos para a Polícia Federal. Porém, por terem cometido crimes comuns, e não contra a União, o trio foi confuzido ao 78° Distrito Policial, onde foram autuados por estelionato, corrupção ativa e porte de entorpecente. De acordo com o delegado José Roberto Pedroso, essas penas somadas podem chegar a até 17 anos de prisão.
“A PF, com intermédio da Interpol, terá que aferir essa situação. Entre esses mais de mil cartões, a grande parte pertence a outros países”, contou o delegado.
Segundo as investigações, os cartões de bandeiras internacionais podem ter sido clonados de brasileiros no exterior ou foram copiados antes da chegada do trio ao País.
Terra
www.terra.com.br