Desemprego no Brasil soube um pouco
Analistas ouvidos pela Agência Estado previam que a taxa ficaria em 9,05%, mas IBGE aponta índice de 8,5% .
A taxa de desemprego no Brasil atingiu em fevereiro o maior nível desde abril do ano passado, mas ficou abaixo das expectativas do mercado. A taxa ficou em 8,5%, a mesma de abril de 2008 e acima da leitura de 8,2% em janeiro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta quinta-feira, 26.
Os analistas ouvidos pela Agência Estado previam que a taxa ficaria dentro do intervalo de 8,70% a 9,30%, com mediana de 9,05%. Em fevereiro de 2008, a taxa havia sido de 8,7%.
Segundo o gerente da pesquisa mensal de emprego do IBGE, Cimar Azeredo, porém, a taxa de desemprego ficou estatisticamente estável em relação a janeiro de 2009 e fevereiro do ano passado. “Estatisticamente não há variação significativa, mesmo que exista uma tendência de elevação na taxa”, disse.
Ele afirmou que, tradicionalmente há uma variação para cima na taxa de desemprego em fevereiro em relação a janeiro, por causa de fatores sazonais, e o “movimento” registrado de um mês para o outro, em 2009, “foi até menor do que ocorreu em anos anteriores”.
Ocupados
O número de ocupados nas seis principais regiões metropolitanas do Pais ficou em 20,94 milhões em fevereiro, com queda de 1% ante janeiro e aumento de 1,4% ante fevereiro de 2008.
A população desocupada somou 1,9 milhão, com aumento de 2,7% ante janeiro, mas queda de 1,5% na comparação com fevereiro do ano passado.
O nível de ocupação (proporção das pessoas com 10 anos ou mais de idade ocupadas nas seis regiões) caiu de 52,1% em janeiro para 51,6% em fevereiro, recuo recorde do primeiro para o segundo mês do ano. “Esse recuo mostra que o mercado de trabalho não está absorvendo, o cenário econômico não é favorável e acaba não gerando postos de trabalho suficientes”, disse Azeredo. Ele destacou a queda de 1,0% no número de ocupados de um mês para o outro, com fechamento de 211 mil vagas nas seis regiões no período.
Segundo os dados do IBGE, a indústria foi o setor que registrou a maior queda (-3,2%) no número de ocupados em fevereiro ante janeiro. O setor industrial reduziu em 117 mil o número de trabalhadores nas seis regiões pesquisadas de um mês para o outro. Na comparação com fevereiro do ano passado, a indústria aumentou em 1% o emprego, com acréscimo de 34 mil ocupados.
O maior aumento de vagas em fevereiro ocorreu no setor de construção, com aumento de 2,6% ante janeiro (mais 38 mil trabalhadores) e alta de 4,1% ante fevereiro do ano passado (mais 60 mil trabalhadores).
Renda
O rendimento médio real dos trabalhadores caiu 0,1% em fevereiro, ante janeiro, e subiu 4,6% na comparação com fevereiro do ano passado. Já a massa de rendimento real efetivo da população ocupada somou R$ 27,5 bilhões em janeiro, com queda de 21,6% ante dezembro de 2009, mas aumento de 6,3% ante janeiro de 2008.
Os dados da massa efetiva sempre se referem ao mês anterior ao de referência da pesquisa de desemprego divulgada pelo IBGE, e incluem benefícios como 13º salário e distribuição de participação nos resultados.
Os resultados de massa de rendimento real habitual, que excluem esses benefícios e se referem a fevereiro, somaram R$ 27,9 bilhões em fevereiro, com queda de 1,1% ante janeiro e aumento de 6,2% ante fevereiro de 2008.
Segundo o gerente da pesquisa mensal de emprego do IBGE, Cimar Azeredo, a taxa de desemprego ficou estatisticamente estável em relação a janeiro de 2009 e fevereiro do ano passado. “Estatisticamente não há variação significativa, mesmo que exista uma tendência de elevação na taxa”, disse.
Ele afirmou que, tradicionalmente há uma variação para cima na taxa de desemprego em fevereiro em relação a janeiro, por causa de fatores sazonais, e o “movimento” registrado de um mês para o outro, em 2009, “foi até menor do que ocorreu em anos anteriores”.
Estadão
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