Maior fabricante de celulose de eucalipto do mundo, Aracruz fecha ano com prejuízo de R$ 4 bilhões

No quarto trimestre, prejuízo líquido foi de R$ 2,982 bilhões. Empresa está se integrando com a Votorantim Celulose e Papel.

O impacto negativo das perdas com derivativos fizeram com que a maior fabricante de celulose de eucalipto do mundo, Aracruz, informasse nesta sexta-feira (27) prejuízo líquido de R$ 2,982 bilhões no quarto trimestre, ante resultado positivo de R$ 187,3 milhões um ano antes.

A companhia encerrou 2008 com prejuízo líquido de R$ 4,194 bilhões, contra ganho de R$ 1,044 bilhão em 2007.

A empresa, que está se integrando com a Votorantim Celulose e Papel, teve geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês), incluindo 50% do resultado da Veracel, de R$ 397,3 milhões nos últimos três meses de 2008.

A companhia afirma ter eliminado 97% da exposição com derivativos em novembro e fechado acordo com bancos em 19 de janeiro para reestruturação da dívida, em um prazo de nove anos. A Aracruz teve perdas de US$ 2,13 bilhões com operações com derivativos cambiais.

Também neste mês, a empresa anuciou a demissão de 177 funcionários e o adiamento dos planos de expansão da Veracel, na Bahia, por pelo menos um ano. De acordo com a Aracruz, as medidas foram reflexo da queda na demanda provocada pela crise mundial.

Mais dados

A dívida líquida da companhia, incluindo Veracel, atingiu R$ 8,683 bilhões em dezembro de 2008, um salto de 292% sobre a dívida de R$ 2,216 bilhões no mesmo período de 2007.

A receita líquida da empresa alcançou R$ 932,7 milhões nos três últimos meses do ano, com queda de 3% sobre igual intervalo de 2007. As vendas da companhia também recuaram na comparação anual, de R$ 3,647 bilhões em 2007 para R$ 3,466 bilhões em 2008 (queda de 5%).

As vendas de celulose em volume tiveram queda de 13% no trimestre e de 6% na comparação de todo o ano. Já as vendas de papel tiveram alta de 7% no último trimestre sobre igual período de 2007, mas queda de 3% na comparação anual.

G1
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Publicado Sexta-feira, 27 Março 2009. Acompanhe os comentários através do RSS 2.0 feed.

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