Sem jogar bem, Brasil fica no 1 a 1 contra o Equador
Goleiro Júlio César se destaca e evita derrota brasileira em Quito em jogo das Eliminatórias
Em um dia de pouca inspiração, a seleção brasileira se salvou neste domingo de uma derrota contra o Equador em Quito, em partida válida pela 11.ª rodada das Eliminatórias sul-americanas à Copa do Mundo de 2010. Apesar de ter saído na frente, o 1 a 1 foi lucro para o Brasil e o goleiro Júlio César foi o melhor em campo.
Com o resultado no Estádio Olímpico Atahualpa, o time de Dunga termina a rodada na quarta colocação na tabela, com 18 pontos, atrás do líder Paraguai (23), da segunda colocada Argentina (19) e do terceiro Chile (19), que também neste domingo superou fora de casa o Peru por 3 a 1.
O Brasil, no entanto, ainda está na zona de classificação para o Mundial, enquanto o Equador, em sétimo lugar e com 13 pontos, está em situação mais complicada (os quatro primeiros vão direto para a Copa e o quinto disputa uma repescagem).
No confronto deste domingo, Júlio César certamente teve uma de suas melhores atuações com a camisa amarela. Ele mais uma vez mostrou estar em grande fase e justificou porque é considerado atualmente um dos melhores goleiros do mundo atualmente.
Com defesas espetaculares tanto no primeiro como no segundo tempo, ele evitou o gol dos mandantes e evitou o segundo resultado negativo do Brasil em 11 confrontos na competição - no ano passado, o Paraguai ganhou da seleção em Assunção.
Nas últimas duas Eliminatórias, para os Mundiais de 2002 e 2006, a seleção brasileira havia sido superada pelo Equador por 1 a 0 em Quito. Por isso, o empate não foi considerado um resultado ruim pelos brasileiros ao término da partida.
Os gols do jogo deste domingo saíram apenas no segundo tempo. Após levar sufoco do Equador, o técnico Dunga sacou Ronaldinho Gaúcho do time e colocou Júlio Baptista em campo.
A alteração deu resultado imediatamente e, aos 27 minutos, o meia recebeu belo passe de Robinho, invadiu a área e chutou forte. Para a sorte brasileira, a bola bateu na trave, nas costas do goleiro Cevallos e balançou as redes.
Em vantagem no marcador, o Brasil demonstrou cansaço com a altitude e ficou na defesa para tentar segurar o magro triunfo. Tudo ia bem até os 44 minutos, quando finalmente Júlio César foi vencido.
Após bela jogada de Méndez pela direita, o equatoriano cruzou rasteiro para a área. Benítez desviou e Júlio César fez defesa espetacular, mas, no rebote, Noboa ficou livre e não teve trabalho para estufar as redes e igualar o marcador.
Agora, o Brasil volta a campo pelas Eliminatórias na próxima quarta-feira, quando recebe o Peru no Beira-Rio, em porto Alegre, a partir das 22h10. No mesmo dia, mas às 18h20, o Equador pega o líder Paraguai em casa.
KAKÁ FAZ FALTA
A seleção brasileira certamente sentiu neste domingo a ausência de Kaká, que se recupera de lesão e deve estar em campo na próxima quarta contra o Peru. Ronaldinho Gaúcho o substituiu e mais uma vez se mostrou apagado em campo.
A surpresa de Dunga na escalação foi colocar Felipe Melo entre os titulares, como volante ao lado de Gilberto Silva. Os dois tiveram atuação apagada, assim como toda a seleção, com exceção de Júlio César e Júlio Baptista.
A defesa, formada por Luisão e Lúcio, falhou demais e o Brasil só não levou mais gols devido ao dia inspiradíssimo do goleiro e também porque o Equador falhou demais na pontaria. Benítez e Guerrón foram os que mais desperdiçaram oportunidades.
Equador
Cevallos; Reasco, Espinoza, Iván Hurtado, Ayovi ; Guerrón (Noboa), Castillo, Méndez e Valencia; Benítez e Caicedo (Palacios) Técnico: Sixto Vizuete.
Brasil
Júlio César; Maicon (Daniel Alves ), Lúcio, Luisão e Marcelo ; Felipe Melo, Gilberto Silva , Elano (Josué) e Ronaldinho Gaúcho (Júlio Baptista); Robinho e Luís Fabiano Técnico: Dunga.
Gols: Júlio Baptista, aos 27, e Noboa, aos 44 minutos do segundo tempo
Árbitro: Carlos Chandía (CHI)
Estádio: Olímpico Atahualpa, em Quito (EQU)
Estadão
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