Suspeito estava em liberdade condicional

Ele declarou que, no dia do crime, estava com sua família em Coelho Neto na casa de parentes.

Suspeito estava em liberdade condicional

O suspeito Augusto Cesar de Souza, 27 anos, preso por policiais da 6ª Delegacia de Polícia (Cidade Nova) na praça da Cruz Vermelha, no centro do Rio de Janeiro, no fim da noite de segunda-feira, acusado de ser o assassino da estagiária da Caixa Econômica Federal Karla Leal dos Reis, 25 anos, foi apresentado nesta terça-feira. Ele estava em liberdade condicional.

Augusto, que está preso na 6ª DP, foi reconhecido pelos pais da estudante. Por volta das 10h, os pais de Karla estiveram na delegacia para fazer o reconhecimento do acusado e de outros dois outros suspeitos. Eles haviam sido detidos nesta manhã, mas não foram reconhecidos. Os dois foram liberados à tarde.

Por volta das 22h30 de segunda-feira, os policiais ficaram sabendo que o acusado estava na praça da Cruz Vermelha e o prenderam. Os investigadores chegaram até Souza com base no retrato falado e nos depoimentos dos pais de Karla.

Ele declarou que, no dia do crime, estava com sua família em Coelho Neto na casa de parentes. Souza admitiu que raspou o bigode um dia depois do crime e que o fez por motivos pessoais. De acordo com o retrato falado, o suspeito aparecia de bigode.

Karla foi executada um dia depois de seu aniversário. A família voltava de um templo da Assembléia de Deus, na Penha, que a jovem frequentava desde criança.

Eles desceram de um ônibus na avenida Presidente Vargas e seguiam a pé para casa, no Estácio. Por volta das 19h30, a família foi abordada pelos três ladrões na rua Dom Marcos Barbosa, que pegaram celulares e a bolsa.

“Choca muito a crueldade. O bandido voltou só para atirar”, disse o pastor Fábio Borges, amigo da família. “Karla só pediu de volta coisas que eram importantes para ela e levou um tiro pelas costas. Morreu com a Bíblia debaixo do braço.”

Ontem, no velório, o porteiro Carlos Antônio dos Reis e a vendedora Iolete Fátima Leal dos Reis, pais da jovem, estavam emocionados. A mãe fez uma oração: “Senhor, minha filha está descansando em teus braços, mas me dá um consolo. Acalma esta cidade e o rapaz que fez isso, para que ele venha à Tua casa”.

Terra
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Publicado Quarta-feira, 1 Abril 2009. Acompanhe os comentários através do RSS 2.0 feed.

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