Sem Kaká, Brasil vence a Itália
Seleção apresenta um futebol convincente contra a atual campeã mundial.
Apesar dos olhares de desconfiança lançados sobre a Seleção - com Elano no lugar de Kaká e Felipe Melo na vaga de Josué -, o Brasil venceu a Itália por 2 a 0 na tarde desta terça-feira com relativa tranquilidade no Emirates Stadium. No entanto, fica a dúvida se o passeio da Seleção se deu por conta de uma tarde inspirada dos comandados de Dunga ou do desempenho pífio da Azurra.
A atual campeã mundial começou o jogo pressionando a Seleção que, encolhida, deu a impressão de que cederia logo ao poderio da equipe adversária. Mas, por sorte, quando isso aconteceu, logo aos três minutos de partida, De Rossi estava impedido. A Itália seguiu insistindo, principalmente pela lateral esquerda, onde o Brasil demonstrou franca fragilidade defensiva.
Ainda desorganizado, o Brasil se aproveitou de uma aparente e inexplicada falta de fôlego do adversário para abrir o placar. Em jogada iniciada por Ronaldinho Gaúcho, Elano, em uma arrancada de dar inveja ao próprio Kaká, tabelou com Robinho e, cara a cara com o goleiro, não desperdiçou.
A Azurra, que até então só ameaçava nas jogadas de bola aérea, sentiu o gol. Para piorar, o Brasil finalmente acertou sua marcação nas laterais, engessando qualquer possibilidade de reação da Itália já prejudicada pela falta de criatividade de seu meio-de-campo, representada em Pirlo.
O meia da Azurra, apático durante toda a apresentação, marcou bobeira na grande área permitindo que Robinho recuperasse a posse de bola. O atacante brasileiro deslocou três dentro da área e, em chute cruzado, marcou 2 a 0. Pirlo, Zambrotta e Legrottaglie apenas assitiram ao brasileiro pedalar antes de chutar para o gol.
E o bom desempenho de Robinho não se resumiu ao lance do gol. Ele, com Ronaldinho Gaúcho, assumiu a responsabilidade de articular o meio-de-campo da Seleção e deu conta do recado. A acusação de que teria estuprado uma jovem inglesa não comprometeu o o futebol do jogador do Manchester City.
Com a vantagem no placar, o Brasil ficou à vontade. Ronaldinho Gaúcho quase marcou minutos depois do segundo gol, em cobrança de falta na entrada da área.
O chute de efeito do ex-melhor do mundo foi prontamente respondido por De Rossi, também em chute forte à distância, a exemplo de Elano, que quase marcou mais um aos 38 minutos.
No segundo tempo, o técnico Marcello Lippi fez três alterações de uma só vez na volta do intervalo. Camoranese, Perrotta e Luca Toni entraram mas não conseguiram mudar a configuração da partida. A Itália só assustou aos 39 minutos, com Luca Toni recebeu passe da linha de fundo, se adiantou dentro da pequena área e tocou pro gol. Júlio César, no reflexo, evitou o único gol italiano.
FICHA TÉCNICA
BRASIL 2 x 0 ITÁLIA
DATA/HORA: 10/02/09 às 17h45 (horário de Brasília)
LOCAL: Emirates Stadium, Londres (ING)
ÁRBITRO: Mike Riley (ING)
GOLS: Elano, 12′/1ºT (1-0); Robinho, 26′/1ºT (2-0)
CARTÕES AMARELOS: Perrotta (ITA)
BRASIL: Júlio César, Maicon, Lúcio, Juan (Thiago Silva, 32′/2ºT), Marcelo; Gilberto Silva (Josué, 43′/2º), Felipe Melo, Elano (Daniel Alves, 24′/2ºT), Ronaldinho; Robinho (Júlio Baptista, 43′/2ºT) e Adriano (Alexandre Pato, 35′/2ºT). Técnico: Dunga.
ITÁLIA: Buffon, Zambrotta, Legrottaglie, Cannavaro, Grosso; De Rossi (Aquilani, 13′/2ºT), Pepe (Camoranese, Intervalo) Pirlo (Dossena, 29′/2ºT), Montolivo (Perrotta, Intervalo); Di Natale (Rossi, Intervalo) e Gilardino (Luca Toni, Intervalo) Técnico: Marcello Lippi
Lance
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