DNA não é do suspeito do crime no PR

Jovem foi baleada e molestada em trilha no Paraná; namorado foi morto. Segundo a polícia, garota reconheceu suspeito do crime.

O resultado do exame de DNA feito na camiseta encontrada na trilha em que um casal de namorados foi atacado, no Paraná, apontou que o sangue na roupa não é do suspeito. O crime aconteceu no dia 31 de janeiro, em uma praia de Matinhos, quando um homem baleou e molestou a estudante. O namorado foi morto.

O exame foi feito pelo Instituto de Criminalística de Curitiba. Segundo o delegado Luiz Alberto Cartaxo Moura, que comanda as investigações, em um primeiro momento a jovem disse que a camiseta poderia ter sido usada pelo criminoso, mas depois não reconheceu a camiseta.

Apesar do resultado negativo, o delegado afirma que o homem detido deste terça-feira (17) ainda é o principal suspeito do crime. A estudante reconheceu o suspeito por fotos e gravações de vídeo feitas pela polícia. Na noite de quinta-feira (19), a polícia levou o suspeito até o hospital em que a vítima está internada e ela voltou a reconhecer o homem como o responsável pelo crime.

Além do reconhecimento da jovem, o delegado afirma que também obteve a confirmação de uma testemunha, que teria cruzado com o assassino na noite do crime. Essa testemunha teria visto o homem descendo a trilha no horário em que a vítima diz que o criminoso deixou o local.

Segundo o delegado, uma outra testemunha confirmou à polícia ter visto o suspeito na praia no dia seguinte ao crime, acompanhando o resgate da vítima feito pelo Corpo de Bombeiros.

O delegado ainda afirma que todos os álibis apresentados pelo acusado foram derrubados durante as investigações. O suspeito afirmava que estava trabalhando no horário do crime, mas teria sido desmentido por colegas de trabalho.

De acordo com Moura, o suspeito já ficou preso entre 2005 e 2007 por tráfico de drogas e é irmão de um policial civil. Ele está detido e pode responder por latrocínio consumado, latrocínio tentado e atentado violento ao pudor.

Crime

O casal teria entrado em uma trilha acompanhado pelo criminoso no dia 31 de janeiro. Após 15 minutos, o assaltante teria matado o rapaz e baleado a menina. O homem fugiu e voltou ao local à noite, para estuprar a garota. Ela permaneceu 18 horas na mata até ser socorrida por uma equipe dos bombeiros.

Inicialmente, a polícia acreditava que o homem se ofereceu para guiar o casal de namorados até uma praia. Depois de ouvir depoimentos e cruzar as informações recolhidas, os investigadores também trabalham com a hipótese de que o criminoso abordou os dois jovens com a intenção de estuprar a moça.

A Polícia Civil divulgou no dia 10 de fevereiro o retrato falado do homem que seria o autor do crime.

G1
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Publicado Sexta-feira, 20 Fevereiro 2009. Acompanhe os comentários através do RSS 2.0 feed.

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