São Paulo
6 Abril 2009

Desabamento de casa em São Paulo deixa dois mortos

Desabamento de casa em São Paulo deixa dois mortos

Duas pessoas morreram no desabamento de uma casa no bairro Pedreira, Zona Sul de São Paulo, ocorrido por volta das 4h30 desta segunda-feira (6). De acordo com o Corpo de Bombeiros, uma pessoa foi socorrida com vida e levada para o pronto-socorro Pedreira.

Onze equipes da corporação permaneciam no local por volta das 7h40. O trabalho dos bombeiros foi complicado pois o terreno é inclinado. Ainda não se sabe o que causou o desabamento. O acidente ocorreu após a forte chuva que atingiu a cidade de São Paulo na noite de domingo (5).

G1
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17 Março 2009

Chuva provoca caos e faz SP bater recorde de lentidão no ano

Chuva provoca caos e faz SP bater recorde de lentidão no ano

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) registrou às 19h desta terça-feira (17) o recorde de lentidão do ano no trânsito da capital paulista. No horário, havia 201 km de filas nas vias de São Paulo, o que representa 24% dos 835 km de vias monitoradas. O recorde anterior, registrado às 19h30 do dia 6 de março, era de 188 km.

Em quase três horas choveu quase a metade do que estava previsto para o mês de março na capital paulista. A informação é do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) registrou cerca de 60 ocorrências de alagamento na capital até as 18h. A Avenida do Estado foi uma das mais afetadas pela enchente. Vários carros ficaram cobertos pela água.

O sentido aeroporto do Túnel do Anhangabaú estava interditado por volta das 19h25, segundo a CET. O bloqueio começou às 17h08 nos dois sentidos por causa da água acumulada no local. A companhia disse que, apesar de ainda haver água no sentido Santana, alguns carros conseguiam passar às 19h25.

Às 19h, a Marginal Tietê tinha 10,2 km de filas no sentido Rodovia Ayrton Senna, entre as Pontes do Piqueri e Jânio Quadros. Na Marginal Pinheiros, sentido Rodovia Castello Branco, havia 9,2 km de lentidão entre a Rua Rubens Gomes Bueno e a Ponte Cidade Universitária.

Também estava complicado o tráfego na Avenida dos Bandeirantes, sentido Rodovia dos Imigrantes, da Marginal Pinheiros até o Viaduto Aliomar Baleeiro (7,1 km). A Avenida Salim Farah Maluf também tinha 6,4 km de lentidão no sentido Vila Prudente.

Anchieta

A Via Anchieta foi totalmente bloqueada na tarde desta terça-feira em seus dois sentidos na altura do km 13, em função do transbordamento do Ribeirão dos Couros, segundo a Ecovias, a concessionária que administra o Sistema Anchieta-Imigrantes.

Por volta das 18h30, a pista marginal da rodovia foi liberada, no sentido litoral. As pistas centrais da via, nos dois sentidos, e a pista marginal sentido capital paulista permaneciam bloqueadas. No horário, a lentidão sentido capital paulista ia do km 23 ao 13 e entre os km 10 e 13 no sentido litoral.

Houve alagamento também no acesso à Avenida Lions, em São Bernardo, no km 16 da pista norte da Anchieta. Na cidade, a chuva deixou a região central sem luz por duas horas, das 15h às 17h. Segundo a assessoria da prefeitura, embora não tenha sido decretado estado de alerta, várias ruas ficaram alagadas.

Com a falta de luz, semáforos deixaram de funcionar e, mesmo após voltarem a operar, no final da tarde o trânsito era complicado. A chuva também provocou o transbordamento do Rio Piraporinha, na divisa entre São Bernardo e Diadema.

Sem luz

O temporal deixou trechos de bairros sem luz, de acordo com a Eletropaulo. Ventos fortes e raios provocaram a interrupção de energia. Em alguns pontos, foi registrada queda de granizo. Cerca de 500 homens da empresa estavam, às 18h, em campo para tentar restabelecer a energia, mas os alagamentos dificultavam a chegada dos técnicos aos locais sem luz.

Por volta das 18h, estavam sem luz trechos dos bairros Pirituba, Casa Verde, Pinheiros, Vila Clementino, Jardim Aeroporto, Planalto Paulista e região central de São Paulo. Alguns pontos dos municípios do ABC também foram afetados. A Eletropaulo estima que 50% dos locais voltem a ter luz até as 20h. A previsão é que o restabelecimento total ocorra até as 23h, exceto em casos pontuais.

O temporal começou pouco por volta das 14h30. Devido a isso, o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), ligado à Prefeitura de São Paulo, colocou o Ipiranga em estado de alerta. O último estado de alerta na capital tinha sido registrado no ano passado, em 13 de março, quando houve transbordamento de córrego na Zona Norte. Com o estado de alerta do CGE, a Defesa Civil do município e o Corpo de Bombeiros ficaram de prontidão e enviam equipes para atender à população no local atingido.

O Corpo de Bombeiros informou que, às 17h20, havia recebido diversos chamados relacionados à chuva nas regiões do Ipiranga, Ricardo Jafet e Abraão de Morais. Em nenhum dos casos, porém, houve registro de feridos. Uma queda de árvore foi registrada ás 16h47 na altura do número 600 da Avenida Rebouças. A planta desabou dentro de um estacionamento e, por isso, não prejudicou o trânsito.

Trem parado

A chuva também interrompeu, às 15h50, a circulação de trens da Linha 10 (Turquesa), que liga a Estação da Luz a Rio Grande da Serra, entre as estações Santo André e São Caetano. Às 17h30, os trens deixaram de circular entre as estações Luz e Santo André.

Segundo a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), nos trechos entre Capuava e Rio Grande da Serra a circulação é normal. A operação será normalizada quando o nível da água baixar.

Aeroportos

A chuva também deixou os aeroportos de Congonhas, na Zona Sul da capital paulista, e Guarulhos, na Grande São Paulo, operando apenas por instrumentos. Em Congonhas, a restrição foi imposta às 15h30 e em Cumbica a partir das 17h. Apesar disso, ambos funcionavam para pousos e decolagens.

Resgate

O helicóptero Águia, da Polícia Militar, pousou no Viaduto Grande São Paulo, na Zona Sul de São Paulo, para fazer o resgate de uma pessoa que teve parada cardiorrespiratória por volta das 18h. Ela estava presa no alagamento que atingiu principalmente as avenidas do Estado, Anhaia Melo e Juntas Provisórias. Ela foi levada  para o Hospital das Clínicas.

G1
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28 Fevereiro 2009

Acidente fere sete na Rodovia dos Imigrantes

Um acidente que deixou sete pessoas feridas, quatro delas em estado grave, causa lentidão no sentido litoral da Rodovia dos Imigrantes na manhã deste sábado (28), entre o km 18 e o km 13, na região do ABC. De acordo com a Ecovias, concessionária que administra o Sistema Anchieta-Imigrantes, o acidente envolveu três veículos, sendo um deles uma van.

A colisão entre os três veículos ocorreu por volta das 9h. Às 10h30 a pista já tinha sido liberada, mas havia lentidão. Os feridos foram levados para o Hospital Serraria, em Diadema. Segundo a Ecovias, a melhor alternativa para o motorista que sai da capital com destino ao Litoral Sul é seguir pela Via Anchieta.

O sistema opera nesta manhã no esquema 7X3, com descida feita pelas duas pistas da Anchieta e pela Pista Sul da Imigrantes.

G1
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13 Janeiro 2009

Passageiros preferem ônibus sem ar-condicionado em SP

Passageiros preferem ônibus sem ar-condicionado em SP

Uma pesquisa feita pela São Paulo Transporte (SPTrans) aponta que a maior parte dos passageiros prefere a temperatura ambiente ao ar-condicionado nos ônibus urbanos. Mesmo em dias de calor – como o que tem feito na cidade esta semana – 86% dos entrevistados preferem as janelas abertas.

Por causa do resultado da pesquisa, a instalação de aparelhos de ar-condicionado não é obrigatória nos ônibus da capital. Mas mesmo sem gostar do equipamento, os passageiros fazem o possível para fugir do sol e tentar se refrescar.

No ponto de ônibus, qualquer sombra passa a ser disputada. Quando o ônibus chega, o sufoco é maior. O calor aumenta com o ônibus cheio, e mesmo quem vai sentado sofre com os lugares no corredor, longe das janelas.

Apesar dessa situação desconfortável, o ar-condicionado está longe de ser uma unanimidade, por mais que faça calor na cidade.

Tem passageiro que prefere não pegar o ônibus se ele estiver com as janelas fechadas. “Esse eu só peguei porque a janela estava aberta”, disse o auxiliar de garçom Severino Ramos da Silva.

A SPTrans resolveu fazer a pesquisa porque houve muita reclamação quando o equipamento passou a ser instalado nos ônibus, em 2004. A empresa informou que vai fazer uma nova sondagem com os passageiros para ter novas opiniões.

G1
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5 Janeiro 2009

Paulistanos e turistas se encontram no Masp e na Avenida Paulista

Paulistanos e turistas se encontram no Masp e na Avenida Paulista

G1
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Para o período das férias, o Museu de Arte de São Paulo (Masp) está com uma exposição do pintor brasileiro Cândido Portinari. São 11 obras das séries retirantes e bíblica. O quadro mais famoso do pintor, o “Retirantes”, de 1944, está lá, convidando paulistanos e turistas para um passeio por um dos cartões postais mais conhecidos e importantes de São Paulo: o próprio museu.

O Masp fica na Avenida Paulista, a mais famosa da cidade, que tem 2,8 km de extensão. Masp e Paulista fazem parte do roteiro de 31 passeios imperdíveis em São Paulo.

Além do museu, a avenida abriga ainda a Casa das Rosas, a Fundação Cásper Líbero com o cinema Reserva Cultural, o Conjunto Nacional com a livraria Cultura e o arborizado Parque Trianon, com espécies nativas da mata atlântica. O Instituto Pasteur de São Paulo está lá desde 1903, ano de sua inauguração.

Durante os dias úteis, a Paulista é de quem trabalha na região. Nesta segunda (5), quando 2009 realmente começa, é possível observar o vaivém de pessoas, sempre muito apressadas.

É no fim de semana que a avenida muda de ares e é tomada por ambulantes, barraquinhas de artesãos e por paulistanos e turistas. É aos sábados e domingos que funciona, no casarão localizado no número 1.919, uma feira de adoção de cães e gatos abandonados. As feirinhas na calçada do Parque Trianon e nos corredores do shopping Center 3 já viraram parada obrigatória para quem passeia pela região.

História
Como conta a Prefeitura de São Paulo, a região da Avenida Paulista era uma grande floresta em meados de 1782. Quando a via foi inaugurada, em 1891, ela era a primeira a ser asfaltada e arborizada da época. A população paulistana não passava de 100 mil habitantes.

Foi na década de 50 que os casarões começaram a dar espaço aos edifícios comerciais. O Conjunto Nacional foi um dos primeiros, em 1956, e se destacou pela arquitetura moderna. A região logo chamou a atenção de investidores e conseguiu se tornar um dos maiores centros empresariais da América Latina.

O Masp foi inaugurado na Paulista em novembro de 1968, mas o museu funcionava desde 1947 em outro local. Foi a arquiteta modernista italiana Lina Bo Bardi quem idealizou o famoso prédio, que é sustentado por quatro pilares e tem um vão livre de 74 metros quadrados. A construção do edifício durou de 1956 a 1968.

A galeria de arte Casa das Rosas foi concebida em 1953 pelo arquiteto Ramos de Azevedo, o mesmo que construiu o Mercado Municipal de São Paulo e o Teatro Municipal. Inspirada nos padrões do classicismo francês, a casa é tombada por seu valor histórico e também é parada obrigatória para quem circula pela Paulista.

Serviço
Museu de Arte de São Paulo (Masp)
Av. Paulista, 1.578, São Paulo. Horários: de sexta a quarta-feira, das 11h às 18h. Às quintas, das 11h às 20h. Ingressos: R$ 15 e R$ 7 (estudante com identificação). Entrada grátis toda terça-feira. Grátis para menores de 10 anos e maiores de 60 anos. A bilheteria fecha com uma hora de antecedência. Outras informações pelo telefone: (11) 3251-5644.

21 Dezembro 2008

Verão começa com sol e nuvens na capital de São Paulo

Verão começa com sol e nuvens na capital de São Paulo

G1
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Paulistanos aproveitam o dia no parque do Ibirapuera, na Zona Sul de São Paulo, para caminhar e fazer exercícios. Após uma temporada de dias nublados, neste domingo (21) a manhã é de sol entre nuvens, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). De acordo com o órgão, durante a tarde o céu deve ficar nublado e pode chover em pontos isolados da capital.

A comerciante Tatiane dos Santos, que vende água e salgadinhos no parque, diz que o movimento está inferior a outros domingos. “Acho que o povo já viajou para curtir o fim de ano”, comentou. O casal André e Denise Santana, de 33 e 34 anos, respectivamente, também estranhou o pouco movimento no local. “Está bem tranqüilo hoje”, comentou André. Este domingo é especial para o casal porque é a primeira vez que o filho Felipe, de 4 meses e meio, visita um parque. (Foto: Luísa Brito/G1)

19 Dezembro 2008

Pichadora da Bienal sorri ao deixar cadeia em São Paulo

Pichadora da Bienal sorri ao deixar cadeia em São Paulo

G1
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Após mais de 50 dias presa, a pichadora Caroline Pivetta da Motta, de 24 anos, deixou a Penitenciária Feminina de Sant’Ana, na Zona Norte de São Paulo, por volta de 10h desta sexta-feira (19). Na quinta (18), a Justiça concedeu liberdade para a jovem, flagrada pichando instalações da 28ª Bienal em 26 de outubro. Ela estava com um grupo de 40 pichadores.

Caroline saiu da cadeia no carro do advogado, sem falar com a imprensa. Ao deixar a prisão, a estudante riu e acenou para um amigo do lado de fora. No veículo, ela mostrou um papel. Segundo seu amigo, um videomaker que se identificou apenas como Cripta, de 25 anos, na folha estava escrito, em caneta vermelha, o nome do grupo de pichadores “Sustos” ao qual ela pertence. Cripta disse não saber dizer onde Caroline iria morar agora. Antes, segundo ele, ela morava sozinha em um apartamento no Centro de São Paulo.

Antes da libertação da jovem, o advogado Augusto Botelho disse que a prisão de Caroline em regime fechado por tanto tempo é provavelmente uma pena maior do que a condenação que ela possa receber pela pichação - um crime ambiental com pena máxima de um ano de detenção. “A prisão dela por estes 50 dias foi um abuso, uma ilegalidade e uma afronta crucial aos direitos humanos”, afirmou o advogado.

Uma semana depois de Caroline ter sido presa, uma advogada foi contratada para defendê-la. Mas a defesa perdeu todos os recursos porque não apresentou o documento com os antecedentes criminais da garota nem o comprovante de residência dela.

A prisão dividia juristas e revoltou a família da garota. Ela participou - com mais 40 pessoas - de uma pichação em um andar da Bienal, onde não havia obras expostas. Na segunda-feira (15), a Defensoria Pública de São Paulo assumiu o caso e entrou mais uma vez na Justiça.

A decisão pela soltura de Caroline foi da 14ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo, que reconsiderou a liminar em habeas corpus. O recurso para libertá-la havia sido negado na quarta-feira (17). O mérito do habeas corpus ainda será julgado.

Boletins
A Justiça constatou que existem cinco boletins de ocorrência e dois processos contra Caroline por pichação. Para a Associação Paulista de Magistrados a prisão não é abusiva. “Eu vejo a prática da pichação clandestina, ilegal, como uma prática criminosa. Isso é o que está na lei. Se isso vem da lei, o juiz não pode agir diferente”, disse Edison Aparecido Brandão, da Associação Paulista de Magistrados.

“O juiz tem que aplicar a lei, mas sempre perseguindo a Justiça. Para que ela possa ter outro destino que não a cadeia, que é destino para bandido perigoso e para gente que efetivamente já foi condenada”, disse Sergei Cobra Arbex, da Ordem dos Advogados do Brasil.

11 Dezembro 2008

Ciclista fica ferido após colisão com caminhões em Guarulhos

Ciclista fica ferido após colisão com caminhões em Guarulhos

G1
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Um ciclista teve ferimentos graves após se envolver em um acidente com dois caminhões no km 15,5 da Rodovia Ayrton Senna, sentido interior, por volta das 13h desta quinta-feira (11). O acidente aconteceu pouco antes do acesso para o Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, na Grande São Paulo. Um dos caminhões derrubou carga na pista. Segundo a concessionária Dersa, às 13h20 a faixa da direita permanecia bloqueada no local, e a vítima já havia sido socorrida. Os motoristas enfrentavam lentidão por cerca de 5 km na região. (Foto: Roney Domingos/G1)

10 Dezembro 2008

Placa indica presença de “mula-sem-cabeça” em São Paulo

Placa indica presença de “mula-sem-cabeça” em São Paulo

G1
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Quem passa pela Marginal Pinheiros, em São Paulo, pode não ter reparado, mas as placas que avisam sobre a presença de animais silvestres foram alteradas. No sentido Interlagos da via, entre as pontes Eusébio Matoso e Cidade Jardim, adesivos transformaram um dos cervos das placas em uma mula-sem-cabeça, colocaram um cavaleiro sobre um dos animais e até incluíram um caçador no losango amarelo.

A intervenção urbana, como é conhecida a brincadeira, porém, pode acabar mal. Quem for flagrado fazendo colagens pode receber penas alternativas, como entrega de cestas básicas e trabalho comunitário, e até ser preso. A pena dependerá do tipo de colagem e do local onde foi realizada, conforme. A prática já é conhecida pelas autoridades em São Paulo: os adesivos - ou stickers (etiquetas adesivas, na tradução do inglês) - são comuns na região da Avenida Paulista e Rua da Consolação.

6 Dezembro 2008

Gramado do Ibirapuera vira ‘cachorródromo’ em São Paulo

Gramado do Ibirapuera vira ‘cachorródromo’ em São Paulo

G1
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Durante a semana, o gramado ao lado do Bosque da Leitura, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, não tem nada demais. No fim de semana, porém, o local se transforma no paraíso dos cachorros. Aos sábados e domingos, donos de cães se reúnem com seus bichos no gramado e os soltam para brincar à vontade.

No “cachorródromo”, como é conhecido o local, há todos os tipos de cães, como o grande e esbelto dinamarquês Clarence e a atarracada buldogue inglesa Bolota. Pesando 82 kg, com 1,92 metro de comprimento, Clarence, de 3 anos, fez vários amigos de quatro patas no parque, segundo seu dono, o criador de cães Wanderly Moreira, de 48 anos. “Apesar do tamanho, normalmente ele é que apanha da cachorrada quando sai umas brigas”, conta, sorrindo, Moreira.

O criador ressalta que não só os cachorros fazem amigos no “cachorródromo”. “Fiquei amigo de outras pessoas aqui. O local é bom, pois encontramos pessoas com as mesmas afinidades”, diz.

Com apenas seis meses de idade, Bolota passeia no Ibirapuera desde os três. Neste breve período, ficou amiga de vários outros cães, como os pugs Ozzy e Nanu. Mas, segundo sua dona, a publicitária Cristina Iglesias, de 32 anos, Bolota se diverte mais com os maiores. “Ela prefere os trogloditas”, brinca.

Além do contato social, o “cachorródromo” serve também para os animais gastarem as energias. As duas horas e meia que passam no parque, aos domingos, Ozzy e Nanu não param: correm atrás de uma bolinha, pulam sobre outros cães e brincam de perseguição. “Quando chegam em casa, tomam banho e dormem o resto do dia”, afirma a analista de Recursos Humanos Fabrícia Teixeira, de 30 anos, dona da dupla de pugs.

Namoro

O amor também permeia os gramados do Ibirapuera. Casais caninos e donos atrás de pretendentes para seus pets são comuns no local. Os basset hounds Nina e Moises, por exemplo, se conheceram há um mês e, desde então, não se desgrudam quando estão no parque. Deu namoro. “O Moisés é louco por ela”, disse o dono de Nina, o funcionário público Rubens Veiga, de 49 anos.

A dona do pug Frederico, a dentista Priscila Faria, de 28 anos, conta que já trocou telefone com donos de cadelinhas da mesma raça. “Quando falo em ir ao Ibirapuera, ele já reconhece e fica doido”, diz Priscila.

Primeira Vez

O filhote de pit bull Logan, de 3 meses, caminhava assustado pelo gramado. Em seu primeiro passeio pelo “cachorródromo”, o cachorrinho chamava a atenção com seu jeito inseguro e era acariciado pelos donos de outros cães.

“Ele ainda está se aclimatando. Tudo é novidade para ele”, disse seu dono, o funcionário público Marcelo Ferreira, de 35 anos.

Proibição

Apesar da alegria dos cães em correr livres pelo gramado, vale lembrar que, no parque, o uso de coleira e guia é obrigatório. Para a cantora lírica Roberta Mauri, de 29 anos, os donos são conscientes ao soltar seus cachorros. “Temos de ficar tomando conta”, disse a dona do husky siberiano Rodan.

A publicitária Cristina ressalta que cães de raças consideradas mais agressivas, como pit bull e rottweiler, raramente ficam soltos. “E quando isso acontece, eles ficam com fucinheira”, afirma.

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